O nome disso, descobri, é pareidolia, e é uma habilidade super normal de gente como a gente. Apesar de a personagem Susan Storm do Quarteto Fantástico do Josh Trank ser um prodígio no reconhecimento de padrões, essa é uma habilidade que todos nós temos e que é super importante para a nossa sobrevivência. É, inclusive, uma habilidade muito difícil de ser simulada por computadores. Tanto que uma das formas de diferenciar seres humanos de "robôs"/algoritmos é pedindo que se escolha imagens bem diferentes, mas que representem o mesmo objeto, como essa do Google:
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O teste de roscharch é uma variação disso: em formas mais abstratas, seres humanos têm a tendência em procurar formas conhecidas, e uma linha da psicologia estuda isso como forma de revelar traços da personalidade de quem lê essas imagens:
O reconhecimento de padrões também foi tema de um livro do William Gibson, autor super conhecido para os fãs de ficção científica. Ele é um dos principais autores do gênero cyperpunk e criou o termo "ciberespaço". O livro é chamado Pattern Recognition, e, nele, Gibson usa personagens e temas para falar sobre a importância biológica dessa nossa característica, como ela é importante em áreas como história, publicidade, moda e arte e também dos seus perigos. Misturada a um pouco de religião, essa nossa habilidade especial pode levar a extremos como essas vinte pessoas que encontraram Jesus em suas comidas. Um outro livro interessante que parte dessa nossa habilidade (habilidade, na verdade, do economista Steven Levitt e do jornalista Stephen J. Dubner) é o Freakonomics, que alia o pensamento econômico para encontrar ligações criativas entre tópicos bem diferentes.
Na definição mais básica, pareidolia é a conexão que o nosso cérebro faz a partir de estímulos recebidos pelos sentidos, geralmente visuais ou sonoros. No caso do Freakonomics, os autores vêem padrões em informação, mas o princípio é bem parecido. Todos esses casos juntos dizem coisas muito interessantes sobre a nossa capacidade de percepção e aprendizado.
Esse blog vai ser um grande exercícios de pareidolia, onde vamos encontrar sentido em informações novas, todas as semanas. Criado para a disciplina "Expansão dos Sentidos", do curso de Design da PUC-Rio, ela não é exclusiva para alunos do curso. Se você caiu aqui por acaso e quiser acompanhar, é super bem vindo.
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Alguns updates pós-aula:
- O projeto do Google de desenvolver uma inteligência artificial (a partir de redes neurais) capaz de reconhecer imagens foi comentado na aula e é super interessante. Por enquanto, o sistema tem reconhecido padrões bem diferentes do que nós reconhecemos nas imagens. Um exemplo de como funciona:
Aqui tem um artigo legal do Guardian sobre o projeto. Em uma matéria do Business Insider, o próprio repórter exercita seu próprio reconhecimento de padrões por cima do trabalho das máquinas do Google:
| Segundo ele, "uma carinha sorridente emerge do padrão aleatório de arcos e círculos". |
Até eu acabei exercitando um pouco de pareidolia nese último e lembrando das construções do Gaudi.
Em pesquisa, descobri que existe inclusive uma conferência sobre o tema, chamada Computer Vision and Pattern Recognition conference. Alguns dos projetos apresentados na última são bem legais, e quem sabe a gente tem tempo de falar sobre algum deles no futuro por aqui.
No próximo post, vamos voltar um pouquinho no tempo e discutir teóricos que falaram sobre os tecnologia durante os anos 80 e 90. Até lá!



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